Carioca da Zona Sul, criada no nobre bairro novelístico. Nasci no dia 17 de setembro. Por quase 30 anos idolatrei o número, até a política brasileira me decepcionar.

Batizada de Carolina, tomei providências de trocar assim que proferi minhas primeiras palavras. Cal, Carolina era muito difícil para quem tinha acabado de dizer “au au” ao invés de “mamãe”.

No Leblon pseudo-Manoel Carliano, estudei em um dos colégios mais tradicionais do Rio. Opção feita aos 7 anos, porque meu pai também havia estudado lá. O sonho edipiano da época.

Em 2010 tive a oportunidade de morar na França. Durante esse ano estudei maquiagem artística em Paris e morei em Rouen, cidade onde Joana D’Arc foi morta.

Uma aventura extraordinária, em todo o conceito que a palavra traz. No ano seguinte ingressei na faculdade de cinema da PUC-Rio.

2015, então formada, trabalhei em uma grande produtora. Depois 2 anos de desilusão cinematográfica, sai.

A necessidade de financiar a ração dos bichos me fez expandir a entrega de currículo. Vendedora em uma loja de acessórios para cachorros, estudante de veterinária, tradutora pra legenda, pra dublagem, fotógrafa, artesã.

Até lá a necessidade de externalizar a criatividade é mais forte que tudo. É o que move a Cal dentro da Carolina.

Sigo então buscando uma forma de me expressar.